Mostrando postagens com marcador Rio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rio. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Samba Atravessado


Há exatos 29 dias do Carnaval, a semana começou muito mal para 3 locais de muita tradição no samba (Madureira, Ilha do Governador e Duque de Caxias) e para todos os cariocas que, por mais que não curtem a batida e o ziriguidum de Rei Momo, acabam por se sensibilizar com um incêndio de tamanha proporção.
Por volta das 7h da manhã desta segunda-feira o fogo começou na Cidade do Samba, destruindo aproximadamente 8 mil fantasias de Portela, União da Ilha e Grande Rio nos 3 barracões das escolas de samba e ainda o barracão da Liga Independente das Escolas de Samba - LIESA, usado em projetos sociais.
Um prejuízo financeiro de aproximadamente R$ 8.000.000,00 mas principalmente, a decepção e a tristeza do ano jogado fora, dados administrativos e o sonho do título indo pro lixo. Ou melhor sendo cremado em alta combustão.
Muitas perguntas serão feitas. Muitas respostas serão vagas e não acalmarão os corações apertados dos componentes, integrantes e das comunidades das escolas de samba onde o samba não são apenas os cinco, seis dias de folia. É a própria essência. A vida!
Mas, como essas comunidades, na maioria dos casos muito sofrida sempre nos ensina: Tudo pode ter um lado positivo. Nesse caso, Portela, União da Ilha e Grande Rio terão a grande oportunidade de mostrar ao Mundo a essência do carnaval. Mas do que ganhar e competir, o importante sempre será demonstrar a sua alegria, felicidade e samba no pé, retornando ao período do "amadorismo" de outrora onde as fantasias e alegorias luxuosas estavam apenas no imaginários dos sonhadores e o que ganhava mesmo o carnaval era o samba no chão e a comunidade guerreira cantando o samba.

domingo, 6 de fevereiro de 2011


Neste domingo, Fluminense e Botafogo fizeram um belíssimo clássico, completando a 6ª rodada da Taça Guanabara, o 1º turno do Campeonato Carioca. Com os dois times praticamente classificados para as semi-finais o público não foi digno de um clássico tão tradicional e importante no cenário carioca e brasileiro. Assim, as atenções se voltaram para os dois artilheiros, Fred e “Loco” Abreu e para a definição de quem ficaria com a primeira colocação no Grupo B, “fugindo” assim de um confronto imediato com o Flamengo, de Ronaldinho Gaúcho.

O jogo que começou morno, logo pegou fogo com um belo gol de falta de Renato Cajá, o camisa 10 alvinegro. E pouco tempo depois, o mesmo Cajá bateu outra falta que passou raspando a meta tricolor. Pelo Fluminense, a novidade era Rafael Moura, que vai substituir Fred na estréia da Fluminense na Copa Santander Libertadores 2011. E a novidade se fez presente rapidamente, empatando e virando o placar favoravelmente ao Tricolor das Laranjeiras. Além dos três gols no primeiro tempo, o juiz Gutemberg de Paula começou a roubar a cena do clássico, expulsando Valência, pelo Fluminense e Marcelo Mattos, pelo Botafogo, em clara compensação numérica. O detalhe no caso da expulsão do jogador tricolor foi o fato do uruguaio “Loco” Abreu, do Botafogo, discutir asperamente com o árbitro e quase bater no juiz, recebendo apenas o cartão amarelo.

No segundo tempo, o trio de arbitragem se mostrou ainda mais confuso. Isto porque o Botafogo sofreu um pênalti desperdiçado por “Loco” Abreu, batendo de “cavadinha” e o juiz no lance seguinte dando outro pênalti favorável ao Glorioso, gerando revolta geral nos jogadores tricolores. Para “acalmar” os tricolores, o árbitro passou a distribuir cartões amarelos aos “guerreiros” tricolores deixando-os completamente fora de combate. Aproveitando a irritação tricolor, Renato Cajá deu excelente passe para o argentino Herrera, no meio da zaga tricolor, virando novamente a partida, agora favoravelmente ao Botafogo. A partir daí, quem tomou conta do jogo foi o brilhante goleiro Jeferson do Botafogo. Pegou tudo e deu números finais ao clássico “Vovô”.

Agora, o Botafogo é o líder do Grupo B e faltando apenas uma rodada para o fim da fase de grupos da Taça Guanabara, fica muito perto de pegar o segundo colocado do Grupo A, que com certeza não será o Flamengo. Já para o Fluminense, resta se preparar para uma sequência de batalhas: quarta feira estréia no grupo da morte da Copa Libertadores 2011 contra o Argentinos Juniors, da Argentina, no Estádio Olímpíco João Havelange e já começa a pensar mais seriamente em como parar Ronaldinho Gaúcho e companhia na semi-final da Taça Guanabara.


Neste domingo, o Rio de Janeiro - poder público, forças policias e sociedade em geral, deu mais um passo na luta contra traficantes e o poder paralelo dominante nas comunidades carentes do estado. Em uma ação que iniciou ainda no início da manhã e contou com 850 agentes da polícia civil, blindados da Marinha do Brasil, 48 pontos de 9 favelas dos bairros do Estácio, Santa Teresa e Catumbi, no Centro do Rio foram tomados em menos de duas horas e trouxeram muita esperança de uma nova vida para aproximadamente 40 mil pessoas.

Com a implantação de mais uma UPP – Unidade de Polícia Pacificadora, o poder público do Rio de Janeiro dá mais um passo contra o narcotráfico no estado, avançando contra favelas do Centro, completando um perímetro de domínio da facção Comando Vermelho. Essa facção vem perdendo muita força com a política de segurança do Governador Sérgio Cabral Filho, que já “pacificou” as favelas da Zona Sul do Rio de Janeiro, duas da Zona Oeste e toda a área da Tijuca , além da invasão épica da fortaleza do tráfico no Complexo da Penha e do Alemão, no final do ano passado.

Essa política de segurança do Rio de Janeiro faz parte de uma política de integração das forças de segurança do Estado e da União Federal. Aliado a ocupação policial, as chamadas “UPPs Sociais” trazem a sensação de fazer novamente parte da sociedade como um todo e o outrora cidadão marginalizado e excluído, agora pode se sentir incluído.

As batalhas são muitas e a guerra contra o tráfico está longe de terminar, porque a polícia expulsa, mas as políticas sociais e includentes fazem com que o exército do tráfico não tenha uma renovação natural. Somente através de educação, saúde, emprego etc os jovens dessas comunidades carentes poderão vislumbrar um caminho digno e dentro das leis da sociedade civil constituída.

domingo, 19 de abril de 2009


Eu juro que não é implicância mas é sério que alguém ainda acredita na viabilidade do "choque de ordem" implementado pela prefeitura de Eduardo Paes? Enquanto não ocorrer um "choque de ordem" principalmente administrativo em todas as esferas de poder público, não há condições de se exigir algo da população.
Por exemplo: Saiu na página 21 do jornal O GLOBO de hoje, uma matéria de página inteira relatando os absurdos, mandos e desmandos dos flanelinhas legais e ilegais que se tornaram verdadeiros posseiros das vagas na cidade. A matéria é perfeita! Mostra com detalhes técnicos de reportagem e pesquisa a realidade das vagas no Rio de Janeiro. Mas pra ser bem sincero, qualquer um que viva na cidade sabia disso. Na verdade, qualquer um, mesmo não morador da cidade, mas que vá a um simples jogo de futebol no Maracanã, sabe disso! Domingo passado, cheguei às 14hs8min no Maracanã para assistir ao Fla-Flu pelas semi-finais do Campeonato Carioca. Como os estacionamentos do Maracanã e da UERJ (R$10,00 cada) já estavam lotados, procurei vaga margeando o Rio Maracanã. Então, um guardador com colete do Rio Rotativo me ofereceu uma vaga, fechando outro carro, deixando solto o freio de mão. Concordei e estava feliz, pois Rio Rotativo a vaga custa R$2,00. Ledo engano. R$ 5,00 foi o preço. Ao perguntar para o guardador porque o aumento de mais de 100%, ele riu e falou: "- Tem que deixar com os homens, né patrão?"
Observando o local abarrotado de guardas municipais e policiais militares, imaginei que o "patrão" seriam aqueles que segundo a Constituição deveriam colocar ordem na cidade. Além de denúncias de vendas e aluguel de coletes do Rio Rotativo são comuns. É só conversar 15minutos com qualquer flanelinha.
Este foi apenas um exemplo. Outros milhares acontecem em qualquer hora do dia, em qualquer lugar da cidade. Obviamente que locais com grandes movimentações de turistas e jovens procurando diversão são os prediletos para os ilegais donos do pedaço.
Repito: Enquanto não tivermos um choque de ordem administrativo, cobrando daqueles que deveriam dar exemplos a população, não podemos exigir da mesma sociedade um padrão exemplar de postura. Como cobrar estacionamento regular se não há vagas? Como cobrar estacionamento regular se carros oficias da prefeitura e do estado, como carros da PM e da Guarda Municipal são constantemente vistos em cima das calçadas? Inclusive carros da PM, que fazem a segurança da rua do governador Sérgio Cabral Filho, em cima da calçada?

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Caos na Saúde


Com o recente caso de moscas varejeiras no Hospital Universitário da UFRJ, resolvi postar algo que já tinha acontecido comigo há 2 meses atrás. Vamos ver se vou conseguir postar tudo no blog. Infelizmente, este é apenas mais um retrato da saúde pública no Brasil. Nada diferente do que acontece a toda desprezada população, que mesmo pagando religiosamente todo ano “zilhões” de impostos, não tem o atendimento digno e necessário que merece. Quarta Feira, dia 04/03/09, cheguei ao Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), localizado na Ilha do Fundão, Rio de Janeiro às 13:30. Na realidade, cheguei 30 minutos atrasado, pois a hora marcada para dar entrada para internação era 13hs. Estava nervoso, pois nunca havia feito uma cirurgia antes, apesar de já ter ficado internado antes no próprio “Fundão” em 2001 para realizar o mesmo procedimento cirúrgico de correção de desvio de septo nasal. Ao entrar na portaria principal, o paciente deve se dirigir a um das 3 ou 4 cabines disponíveis para fazer o “check in”. Normalmente sendo sempre recepcionado de forma grosseira, me surpreendi positivamente com a gentileza da atendente, pedindo encarecidamente os documentos da minha mãe que me acompanhava para a internação. Passamos por uma catraca “eletrônica” (apesar de funcionar com um cartão magnético, existem seguranças responsáveis por passar outro cartão para liberar a roleta) e nos dirigimos a sala de vidro destinada a “admissões e altas” como a recepcionista havia ordenado. É uma sala relativamente grande e espaçosa como tudo neste hospital, porém como tudo também muito mal utilizado. Nesta sala há uma cabine de vidro, onde um funcionário, sem identificação visível, pega o prontuário e fala para esperar nos bancos no “hall” principal, fora da salinha de admissão. Esperei aproximadamente uns 10 minutos lendo meu jornal, quando ouço um “Alexandre Barrozo!!”. Nervoso como só, desviei o olhar do jornal e procurei quem me chamava. Era uma senhora, aparentemente com seus 70 anos, baixinha, óculos absurdamente grandes e fundos e roupa normal, também sem nenhuma identificação, que falava algumas palavras rápidas demais e muito pouco decifráveis. Apenas a segui, em silêncio, com um sorriso no canto do rosto, tentando entender como alguém pode falar tanto em tão poucos segundos. Minha mãe, na realidade, é quem mais conversava com a senhora. A moça parecia conhecer muito bem o hospital e as pessoas, pois para chamar o elevador, diferentemente do que acontece no resto do planeta, não precisa apertar o botãozinho. Milagrosamente o elevador pararia sozinho no 1º andar, segundo a senhora. E foi o que aconteceu! O elevador foi até o sub-solo e depois parou no andar, sem ninguém apertar o botãozinho. Durante a espera do elevador, eu e minha mãe escutávamos atentos (muito mais minha progenitora) o que aquela senhora falava. Apesar de muitas coisas ditas ao mesmo tempo, consegui entender que aquela funcionária já trabalhava a muitos anos no hospital e que seu sonho era trabalhar como as meninas bonitinhas, novinhas, com colete azul escrito “Posso Ajudar?”. Realmente aquela senhora, apesar de muito atabalhoada conseguiria ajudar bastante gente, pois deve conhecer cada canto daquele hospital. Ao entrar no elevador, uma figura morena, com bigodinho indescritível conversava com a senhora elétrica e mais uma moça. Eu e minha mãe estávamos nos fundos do elevador. A moça mais nova saiu no 3º andar e estranhamente, o moço do elevador não fechava a porta, pois conversava com a moça do lado de fora, algo típico de cinema. A senhora que nos acompanhava, perguntou se o maquinista havia visto o “Elias”, este respondeu que sim, estava procurando o “Alexandre” (eu!). Aí para minha surpresa, a senhora disse: - Ah! Eu fui buscar o Alexandre porque ele anda muito devagar! Entre o misto de espanto e vontade absurda de rir, olhei para minha mãe e segurei o riso. Minha mãe perguntou ao maquinista se ele estava com o meu prontuário. O maquinista mudou a fisionomia, se virou para minha mãe e disse: - Moça, aqui eu só fico no elevador! As coisas não são assim não. Cada um é responsável por uma coisa. O Elias é que está com os prontuários. Virou-se e parou no 10º andar. Saímos, obviamente com a senhora na frente, mais rápido e fomos em direção ao 10C. O Hospital é todo dividido em A, B, C, D, E e F. Todas as divisões com sua autonomia, com recepções próprias, etc. Neste momento, graças ao maquinista do elevador, já sabíamos que aquela senhora espevitada se chamava Rosa. Assim, a Rosa foi até a enfermeira do 10C, que estava sentada no computador e perguntou com um jeito de ordem, peculiar a Rosa:


-Já chegou o prontuário do Alexandre?!

Diante da negativa da enfermeira, Rosa se indignou com a lentidão do Elias, porém, me tranquilizou, afirmando que ele teria passado em outros andares para entregar outros prontuários. E assim foi. Decorridos uns 5 minutos, avistamos Elias e mais umas pessoas, que também se internariam naquele dia. Após verificar se o meu prontuário estava ali, o trabalho da Rosa estava pronto. Ela se despediu e voltou para a sala de admissões.

Éramos 3 pessoas para internação naquele dia. Eu, Fábio e uma senhora, que não me recordo o nome. Fábio era um menino magrinho, moreninho, com bigodinho típico da adolescência e um sorriso constante no rosto, talvez decorrente dos seus dentes serem um pouco expansivos. Sua mãe também o acompanhava. Era uma senhora baixinha, gordinha, com óculos fundos e a pele explicitando bastante as marcas do tempo e da vida dura.

A enfermeira perguntou quem era Alexandre. Apresentei-me. Ela disse que ficaria no leito 01 e Fábio no leito 02. Depois foi corrigida por outra enfermeira. Eu ficaria no 02 e ele no 01. Fomos guiados até a porta da enfermaria 5, onde ficaríamos. Ali se encontrava uma moça da faxina que tratou de nos barrar, alegando que apenas o banheiro estava limpo e que precisava de mais tempo para limpar o quarto. Assim, fomos levados até um “hall” do 10º andar, com uns bancos de madeira e uma televisão. Ali ficamos uns 15 minutos, enquanto a enfermeira Margarete nos fazia perguntas sobre nossos hábitos alimentares e possíveis alergias. Ao sinal, podemos entrar na enfermaria. Mais uma vez a confusão com relação ao leito em que eu ficaria e que o Fábio ficaria. Ao passar pela porta do quarto, notei que ali era uma enfermaria pediátrica. Inclusive, com 2 berços no quarto, mais as duas camas onde eu e meu amiguinho ficaríamos. Ora, ora, ora. Como um rapaz de 26 anos vai ficar em uma enfermaria pediátrica? E se tivesse uma criança internada ali? Ta errado! Se tem enfermaria, ótimo! Se não tem, espera vagar para poder internar. Esse jeitinho brasileiro as vezes me irrita! Mas enfim, o que não tem remédio, remediado está! Não é isso que dizem os mais velhos? Fiquei deitado tranquilamente no meu leito, surpreendentemente até tinha uma televisão, o que permitiu que as horas passassem mais rapidamente. Durante minhas 20 horas internado, umas 4 ou 5 vezes, alguém da enfermagem veio ao quarto. Pior do que a ausência foi à falta de controle dos enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem. Sempre que davam o ar da graça na enfermaria, eles perguntavam se um procedimento anterior foi realizado. Ou seja, se o paciente for um doente mental, ou se tiver algum tipo de esquecimento, remédios podem ser administrados duplicadamente e outros erros médicos graves. Ao chegar a noite, me alimentei e até que a comida estava saborosa. Um pouco sem sal, mas deu para o gasto. Fomos informados que após as 22hs, não poderíamos mais comer nada, nem beber água. Tudo bem. Aceitei a ordem médica. O que não aceito de jeito nenhum é o deboche e a falta de educação por parte da equipe de enfermagem, que ficava gargalhando e tirando sarro dos pacientes que estavam em jejum e obviamente com fome. Ao ser perguntado, na manhã de quinta-feira, sob risos de deboche, se estava preparado para passar fome, tive vontade de dizer que não! Pois, graças a Deus, sempre tive comida em casa. Mas, me mantive calado, única e exclusivamente, por receio de ficar a mercê desse tipo de profissional no pós-operatório. Um profissional que vai visitar o paciente na enfermaria com o jaleco aberto, sujo, encardido, com o cabelo despenteado e chinelo de dedo sendo arrastado no chão, tal como uma alma perdida no hospital. Após passar por tamanho descaso dos profissionais e péssimas condições do hospital universitário, fui surpreendido pela notícia do meu médico que não haveria cirurgia. Todas as cirurgias daquele dia haviam sido canceladas. O pior ainda estava por vir! O motivo do cancelamento. As cirurgias, de um dos maiores hospitais e o maior hospital universitário do Rio de Janeiro, foram suspensas devido a falta de ar-condicionado. Na realidade, a falta de uma correia de ar-condicionado. No papel, faltam 12 reais para comprar uma correia para instalar no equipamento necessário para fazer uma cirurgia que pode salvar uma vida! Perguntas ficam no ar: como deixam 7 salas de cirurgia chegarem ao limite de não terem ar-condicionado? Como pode uma profissional ser tão mal-educada e estar tão mal apresentável no seu próprio ambiente de trabalho? Não existe ninguém para supervisionar essa profissional? Não existe ninguém para verificar a ordem dos procedimentos feitos nos doentes, sem a necessidade de ficar perguntando ao paciente? O hospital que recebe milhões de reais do governo federal não tem 12 reais para comprar uma correia para ar-condicionado? Enfim, sei que, infelizmente, isso acontece sempre, na maioria dos hospitais da rede pública de saúde do Rio de Janeiro. Mas, nunca! Nunca mesmo, podemos deixar de nos indignar e repudiar esse tipo de tratamento e condição da saúde pública. Esse tipo de relato nunca poderá ser tratado como rotina de um hospital! Os falsos cegos que não enxergaram ainda o estado de coma em que se encontra a saúde pública brasileira precisam ver como ficam os pacientes. Me perturba pensar que pessoas em estado infinitamente mais graves estão sob os cuidados de profissionais tão mal preparados, de condições tão precárias. Que Deus nos proteja!

Caos no Transporte


O Rio de Janeiro e o carioca sempre se orgulharam e tiraram sarro dos paulistas pelos enormes engarrafamentos na Terra da Garoa. Mas, ao que parece, o caos no transporte na Cidade Maravilhosa também está próximo. Muito próximo! Nestas duas últimas semanas, os veículos de comunicação tem dado grande destaque a esse neo-problema dos cariocas. Há duas semanas atrás, numa quarta-feira, ocorreu um quebra-quebra na estação da Praça XV das Barcas. Por relatos de passageiros, aparentemente, a Barcas S.A coloca uma pequena quantidade de embarcações, ocasionando principalmente, nos horários de pico uma grande espera, tornando o translado Rio-Niterói ainda mais cansativo e demorado. Esta semana, numa terça-feira, apenas seis dias após o ocorrido nas barcas, o cinegrafista da TV Globo flagrou um ato de desrespeito, pra ficar no mínimo, praticado pelos agentes de segurança da SuperVia, empresa que administra os trens do Rio de Janeiro. Pela TV, ao vivo, cariocas, da Zona Sul à Zona Norte, passando pela Barra da Tijuca e Baixada Fluminense assistiram alarmados os agentes da empresa darem chutes, socos e até chicotadas nos passageiros para a porta poder ser fechada. Meu Deus do Céu! A SuperVia afirmou que os quatro agentes flagrados foram demitidos. Não basta! Demitido deve ser quem treina esses brutamontes! Os agressores deveriam ser presos!
É um absurdo a SuperVia não ter mecanismos eletrônicos capazes de só permitir a saídas dos vagões com a porta fechada! É um absurdo a SuperVia não ter câmeras por todas as plataformas para fiscalizar se esse gesto dos agentes foi excessão ou rotina. É um absurdo a SuperVia ter tão poucos vagões que obrigam os passageiros a ir diariamente há muitos anos igual sardinha nos trens.
O Secretário Estadual de Transportes, Júlio Lopes, se mostrou indignado! O governador, Sérgio Cabral Filho, mostrou-se mais uma vez surpreso com tamanho descaso com a população, assim como no ocorrido das Barcas. Agora eu pergunto: E agora? Vai ficar só na base da indignação e da revolta? Sim, porque no caso das barcas, o presidente da Barcas S.A. falou que só terá mais embarcações daqui a dois anos. E no caso dos trens? A população, principalmente da Zona Norte e baixada Fluminense terá que aguentar mais quanto tempo esse absurdo?
Enquanto o governo não tomar medidas drásticas de investimento sobre esses transportes rápidos, teremos cada vez mais ônibus, vans legais e ilegais, ônibus de condomínios, ônibus de aeroportos e rodoviárias e nisso o trânsito ficando cada vez mais caótico!
Soluções Já! Antes que seja comum 100, 150, 200km de engarrafamento como é em São Paulo.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Rio - Niterói


Na última quarta-feira ocorreu uma confusão generalizada, quebra-quebra e correria na estação das barcas na Praça XV. Os passageiros alegam que após esperarem 1 hora, 1 hora e 30 minutos, muitos começaram a discutir com funcionários e a quebradeira começou. Duas passageiras passaram mal, sendo uma delas encaminhada ao Hospital Souza Aguiar.
Com uma quantidade de aproximadamente 9 mil pessoas em média no horário de pico, na véspera do ponto facultativo desta semana as barcas chegaram a receber 12 mil passageiros. Essa foi a resposta dada pelas Barcas S.A., empresa licitada para administrar as barcas. Porém, conversando com passageiros frequentes do translado Rio-Niterói, a história é outra. Entre descasos e grosserias, a reclamação maior é decorrente da falta de embarcações, principalmente na hora do rush. Os passageiros alegam que apenas 2 barcas normalmente estão a disposição e que essa é a razão da espera absurda na fila, para quando conseguirem entrar, viajarem enlatados como sardinha.
Em 1998, a empresa Barcas S.A. venceu a licitação para administrar o translado e em 2002, pediu empréstimo ao BNDES de 176 milhões de reais para investir na melhoria das embarcações e condições de transporte. Aparentemente somente a metade do valor foi usado. A Barcas S.A nega esta informação.
O caso será averiguado pela Secretaria Estadual de Transporte e o governador Sérgio Cabral cobra uma investigação séria e ampla sobre o caso.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Choque de Ordem

Amigos e amigas, desde o dia 5 de Janeiro de 2009, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes estabeleceu o "choque de ordem" na cidade. Pois bem. Um mês e vinte dias após a "marca" do choque, a demolição de um prédio irregular no Recreio, a cidade continua precisando de um choque! Muito por parte da população, mas muito também pela falta de opções dadas pelos governantes aos atingidos pelo choque. Vamos fazer um breve resumo das medidas do Prefeito: Proibido a venda de produtos por ambulantes em locais proibidos, ou seja, não é permitido mais camelôs nas praias, nas calçadas, etc. Proibido a venda de bebidas alcoólicas no Maracanã em dias de jogos e ao redor do estádio em algumas ruas, inclusive por estabelecimentos legalizados para tais vendas. Ou seja, aquela social antes dos jogos, aquele aperitivo pra matar a sede também está proibido. E aumento da fiscalização da Guarda Municipal para estacionamentos irregulares e desordens públicas. Ok. Entendi. Agora vamos ao que realmente acontece. Os ambulantes continuam circulando e vendendo seus produtos, porque não tem como a Guarda Municipal fiscalizar 24hs por dia todos os locais da cidade, sendo assim, apenas aqueles lugares "mais importantes" estão sob forte vigília, isto é, Zona Sul, Barra e Recreio. O resto da cidade apenas sofre alguns retoques na maquiagem. A venda das bebidas no Maracanã continua sendo bem rígida e acho que até está certo, porém não pelo motivo alegado, que foi para coibir a violência nos estádios. Ora, quem conhece um pouquinho de futebol (ou infelizmente, fora do futebol também) sabe que a violência não está nem um pouco relacionado com vendas de bebidas alcoólicas mas sim é uma questão de segurança pública. E a questão dos estacionamentos beira ao ridículo. Tá certo em proibir o estacionamento ilegal, não pode estacionar nas calçadas, nem em fila dupla, mas estacionar onde?? Esses dias fui a praia e não tinha local pra estacionar. Os Guardas Municipais com seus bloquinhos furiosos e os PMs estáticos para coibir outros delitos não se importavam com os diversos flanelinhas fujões que apareciam para conseguir uns trocados e fugiam assim que avistavam qualquer tipo de autoridade. Ou seja, eu pergunto: Onde estacionar?? Sugiro assim um choque de ordem na cabeça do prefeito Eduardo Paes e do secretário de ordem pública Rodrigo Bethlem para que se vai fazer, faça direito! Choque de ordem para alguns e falta de opções para a população é que não pode!