segunda-feira, 20 de abril de 2009

Tristes Fatos

No Rio de Janeiro, mais uma vez a violência foi notícia. Dessa vez, em um sinal do subúrbio de Maria da Graça, a enfermeira Leslie Lima de Vitória, de 32 anos, foi baleada na cabeça por bandidos que estavam em uma moto. Ao saber do assalto e não conseguir soltar o cinto de segurança, ela foi alvejada e morreu no Hospital Souza Aguiar. Detalhe: Leslie estava grávida de 6 meses. Os médicos conseguiram fazer o parto da criança, que nasceu de 6 meses, com 1kg e 300 gramas e está na UTI Neo-natal do Hospital.
Por outro lado, em Los Angeles - EUA, o brasileiro Lindolfo Thibes, 48 anos, foi condenado a 109 anos de prisão sob múltiplas acusações, entre elas a de abusar sexualmente de sua própria filha desde os 6 anos de idade.
Hoje com 29 anos, a filha tem 3 filhas de 11, 7 e 4 anos, fruto dos abusos do próprio pai. Ilegal nos EUA desde 1982, Thibes era professor de artes marciais e espancava constantemente e prendia sua filha em casa. O caso lembra o do austríaco Josef Fritzl.
Paz no Rio! Paz no Mundo!

domingo, 19 de abril de 2009


Eu juro que não é implicância mas é sério que alguém ainda acredita na viabilidade do "choque de ordem" implementado pela prefeitura de Eduardo Paes? Enquanto não ocorrer um "choque de ordem" principalmente administrativo em todas as esferas de poder público, não há condições de se exigir algo da população.
Por exemplo: Saiu na página 21 do jornal O GLOBO de hoje, uma matéria de página inteira relatando os absurdos, mandos e desmandos dos flanelinhas legais e ilegais que se tornaram verdadeiros posseiros das vagas na cidade. A matéria é perfeita! Mostra com detalhes técnicos de reportagem e pesquisa a realidade das vagas no Rio de Janeiro. Mas pra ser bem sincero, qualquer um que viva na cidade sabia disso. Na verdade, qualquer um, mesmo não morador da cidade, mas que vá a um simples jogo de futebol no Maracanã, sabe disso! Domingo passado, cheguei às 14hs8min no Maracanã para assistir ao Fla-Flu pelas semi-finais do Campeonato Carioca. Como os estacionamentos do Maracanã e da UERJ (R$10,00 cada) já estavam lotados, procurei vaga margeando o Rio Maracanã. Então, um guardador com colete do Rio Rotativo me ofereceu uma vaga, fechando outro carro, deixando solto o freio de mão. Concordei e estava feliz, pois Rio Rotativo a vaga custa R$2,00. Ledo engano. R$ 5,00 foi o preço. Ao perguntar para o guardador porque o aumento de mais de 100%, ele riu e falou: "- Tem que deixar com os homens, né patrão?"
Observando o local abarrotado de guardas municipais e policiais militares, imaginei que o "patrão" seriam aqueles que segundo a Constituição deveriam colocar ordem na cidade. Além de denúncias de vendas e aluguel de coletes do Rio Rotativo são comuns. É só conversar 15minutos com qualquer flanelinha.
Este foi apenas um exemplo. Outros milhares acontecem em qualquer hora do dia, em qualquer lugar da cidade. Obviamente que locais com grandes movimentações de turistas e jovens procurando diversão são os prediletos para os ilegais donos do pedaço.
Repito: Enquanto não tivermos um choque de ordem administrativo, cobrando daqueles que deveriam dar exemplos a população, não podemos exigir da mesma sociedade um padrão exemplar de postura. Como cobrar estacionamento regular se não há vagas? Como cobrar estacionamento regular se carros oficias da prefeitura e do estado, como carros da PM e da Guarda Municipal são constantemente vistos em cima das calçadas? Inclusive carros da PM, que fazem a segurança da rua do governador Sérgio Cabral Filho, em cima da calçada?

sábado, 18 de abril de 2009

Maranhão


Maranhão: Estado do Nordeste do Brasil, avizinhado por Piauí, Tocantins e Pará. Também conhecido musicalmente pelo Estado de maior visibilidade do reggae. Estado de Marquês de Pombal, da Balaiada, da Invasão Holandesa. Capital é São Luís. Tem o pior índice de desenvolvimento humano do Brasil, ao lado de Alagoas. Como grandes nomes, nasceram lá, Aluísio Azevedo, Artur Azevedo, Ferreira Gullar, Humberto de Campos, Alcione, Zeca Baleiro e Joãozinho Trinta. Mas nos últimos anos, o Maranhão é sinônimo de "Sarney". Na realidade, família Sarney, monopólio Sarney, cartel Sarney ou qualquer coisa parecida. Anos e anos a fio, a família Sarney, do patriarca José e da filha Roseana, dominaram o cenário político, econômico, social do Maranhão. Dominaram os meios de comunicação, sendo donos de jornais, redes de TV e estações de rádio. Qualquer um que tentasse passar na frente da família Sarney era rapidamente limado da esfera política-social. Mas, nas eleições de 2006, um senhor de nome Jackon Lago (PDT), ousou entrar no caminho de Roseana Sarney. Esta que havia se dedicado as eleições estaduais, pois teria desistido das prévias presidenciais, depois das denúncias de corrupção em dinheiro vivo da sua empresa com seu marido. Jackon Lago foi eleito para quebrar esse cartel e trazer esperança ao povo maranhense. Mas, segundo provas entregues ao Tribunal Superior Eleitoral, lago abusou do poder econômico e político para comprar votos. Tática velha e conhecida da família Sarney. Lago, talvez se inspirando no desespero de Getúlio Vargas, não queria sair do Palácio dos Leões. Não deu certo. Seu pedido no Supremo Tribunal Federal foi negado e teve que deixar o Palácio. Para infelicidade do sofrido povo maranhense, Roseana Sarney foi empossada na última sexta-feira como nova governadora do Maranhão. O coronelismo está de volta. Ou será que nunca saiu de moda no Maranhão? Boa sorte ao Maranhão!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Farra das passagens


Realmente quando achamos que já vimos de tudo nessa vida, o nosso Congresso Nacional trata de deixar mais uma vez sua marca na história da podridão e corrupção. Esta semana foi noticiado que as passagens aéreas destinadas aos deputados federais para suas cidades, ou seja, suas bases eleitorais, eram "emprestadas" a terceiros, quer dizer, a filhos, netos, amigos e namoradas (os). Isso por si só já é alarmante, revoltante e mais uma mostra de que escrúpulos é palavra em falta no vocabulário dos nossos representantes em Brasília. Mais aí, eis que surge mais uma. Algumas passagens aéreas não eram somente "emprestadas" mas sim vendidas a Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) através de agências de viagem. Isso, segundo o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB - SP), será motivo de uma investigação, instaurando um processo administrativo para apurar essas denúncias.
Fico até com medo. Sabe aquela frase não é? "É melhor não mexer, pra não feder muito".

Cúpula das Américas


A Cúpula das Américas começou em Trinidad e Tobago com 34 países e o assunto que é debatido de 9 em cada 10 conversas oficiais e oficiosas é o "embargo a Cuba". O presidente Barack Obama é o grande astro do evento, pois é a primeira vez que o Chefe Maior dos EUA se encontra com seus colegas do restante da América. Portanto, encontros entre Hugo Chavez e Evo Morales, principais nomes da "nova" América Latina e grandes opositores da política externa de Washington nos tempos de Bush, com Obama são aguardados com grande expectativa.
Barack Obama sabe da sua condição de astro da companhia de presidentes, mas procura ser o mais aberto a diálogos possível. E para ele, para início de conversa com Cuba sobre o assunto "embargo", deve ter um passo claro dado por Raúl Castro, que seria a soltura de presos políticos. O presidente americano já havia dado o primeiro passo na melhoria do diálogo com os cubanos, quando alterou em partes a política de convivência entre cubano-americanos e seus familiares na Ilha. O presidente cubano, irmão de Fidel Castro, esclareceu que está disposto a conversar sobre "tudo" com os EUA.
Hugo Chavez que tem como um dos hobbys provocar os EUA, dessa vez adotou um tom mais conciliatório e afirmou, ao cumprimentar Obama, querer ser seu "amigo". A maioria dos representantes dos países latino-americanos pede pelo fim do embargo a Cuba, mesmo sabendo que esse é um assunto deveras complexo, porém de grande importância para toda a América.

Caos na Saúde


Com o recente caso de moscas varejeiras no Hospital Universitário da UFRJ, resolvi postar algo que já tinha acontecido comigo há 2 meses atrás. Vamos ver se vou conseguir postar tudo no blog. Infelizmente, este é apenas mais um retrato da saúde pública no Brasil. Nada diferente do que acontece a toda desprezada população, que mesmo pagando religiosamente todo ano “zilhões” de impostos, não tem o atendimento digno e necessário que merece. Quarta Feira, dia 04/03/09, cheguei ao Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), localizado na Ilha do Fundão, Rio de Janeiro às 13:30. Na realidade, cheguei 30 minutos atrasado, pois a hora marcada para dar entrada para internação era 13hs. Estava nervoso, pois nunca havia feito uma cirurgia antes, apesar de já ter ficado internado antes no próprio “Fundão” em 2001 para realizar o mesmo procedimento cirúrgico de correção de desvio de septo nasal. Ao entrar na portaria principal, o paciente deve se dirigir a um das 3 ou 4 cabines disponíveis para fazer o “check in”. Normalmente sendo sempre recepcionado de forma grosseira, me surpreendi positivamente com a gentileza da atendente, pedindo encarecidamente os documentos da minha mãe que me acompanhava para a internação. Passamos por uma catraca “eletrônica” (apesar de funcionar com um cartão magnético, existem seguranças responsáveis por passar outro cartão para liberar a roleta) e nos dirigimos a sala de vidro destinada a “admissões e altas” como a recepcionista havia ordenado. É uma sala relativamente grande e espaçosa como tudo neste hospital, porém como tudo também muito mal utilizado. Nesta sala há uma cabine de vidro, onde um funcionário, sem identificação visível, pega o prontuário e fala para esperar nos bancos no “hall” principal, fora da salinha de admissão. Esperei aproximadamente uns 10 minutos lendo meu jornal, quando ouço um “Alexandre Barrozo!!”. Nervoso como só, desviei o olhar do jornal e procurei quem me chamava. Era uma senhora, aparentemente com seus 70 anos, baixinha, óculos absurdamente grandes e fundos e roupa normal, também sem nenhuma identificação, que falava algumas palavras rápidas demais e muito pouco decifráveis. Apenas a segui, em silêncio, com um sorriso no canto do rosto, tentando entender como alguém pode falar tanto em tão poucos segundos. Minha mãe, na realidade, é quem mais conversava com a senhora. A moça parecia conhecer muito bem o hospital e as pessoas, pois para chamar o elevador, diferentemente do que acontece no resto do planeta, não precisa apertar o botãozinho. Milagrosamente o elevador pararia sozinho no 1º andar, segundo a senhora. E foi o que aconteceu! O elevador foi até o sub-solo e depois parou no andar, sem ninguém apertar o botãozinho. Durante a espera do elevador, eu e minha mãe escutávamos atentos (muito mais minha progenitora) o que aquela senhora falava. Apesar de muitas coisas ditas ao mesmo tempo, consegui entender que aquela funcionária já trabalhava a muitos anos no hospital e que seu sonho era trabalhar como as meninas bonitinhas, novinhas, com colete azul escrito “Posso Ajudar?”. Realmente aquela senhora, apesar de muito atabalhoada conseguiria ajudar bastante gente, pois deve conhecer cada canto daquele hospital. Ao entrar no elevador, uma figura morena, com bigodinho indescritível conversava com a senhora elétrica e mais uma moça. Eu e minha mãe estávamos nos fundos do elevador. A moça mais nova saiu no 3º andar e estranhamente, o moço do elevador não fechava a porta, pois conversava com a moça do lado de fora, algo típico de cinema. A senhora que nos acompanhava, perguntou se o maquinista havia visto o “Elias”, este respondeu que sim, estava procurando o “Alexandre” (eu!). Aí para minha surpresa, a senhora disse: - Ah! Eu fui buscar o Alexandre porque ele anda muito devagar! Entre o misto de espanto e vontade absurda de rir, olhei para minha mãe e segurei o riso. Minha mãe perguntou ao maquinista se ele estava com o meu prontuário. O maquinista mudou a fisionomia, se virou para minha mãe e disse: - Moça, aqui eu só fico no elevador! As coisas não são assim não. Cada um é responsável por uma coisa. O Elias é que está com os prontuários. Virou-se e parou no 10º andar. Saímos, obviamente com a senhora na frente, mais rápido e fomos em direção ao 10C. O Hospital é todo dividido em A, B, C, D, E e F. Todas as divisões com sua autonomia, com recepções próprias, etc. Neste momento, graças ao maquinista do elevador, já sabíamos que aquela senhora espevitada se chamava Rosa. Assim, a Rosa foi até a enfermeira do 10C, que estava sentada no computador e perguntou com um jeito de ordem, peculiar a Rosa:


-Já chegou o prontuário do Alexandre?!

Diante da negativa da enfermeira, Rosa se indignou com a lentidão do Elias, porém, me tranquilizou, afirmando que ele teria passado em outros andares para entregar outros prontuários. E assim foi. Decorridos uns 5 minutos, avistamos Elias e mais umas pessoas, que também se internariam naquele dia. Após verificar se o meu prontuário estava ali, o trabalho da Rosa estava pronto. Ela se despediu e voltou para a sala de admissões.

Éramos 3 pessoas para internação naquele dia. Eu, Fábio e uma senhora, que não me recordo o nome. Fábio era um menino magrinho, moreninho, com bigodinho típico da adolescência e um sorriso constante no rosto, talvez decorrente dos seus dentes serem um pouco expansivos. Sua mãe também o acompanhava. Era uma senhora baixinha, gordinha, com óculos fundos e a pele explicitando bastante as marcas do tempo e da vida dura.

A enfermeira perguntou quem era Alexandre. Apresentei-me. Ela disse que ficaria no leito 01 e Fábio no leito 02. Depois foi corrigida por outra enfermeira. Eu ficaria no 02 e ele no 01. Fomos guiados até a porta da enfermaria 5, onde ficaríamos. Ali se encontrava uma moça da faxina que tratou de nos barrar, alegando que apenas o banheiro estava limpo e que precisava de mais tempo para limpar o quarto. Assim, fomos levados até um “hall” do 10º andar, com uns bancos de madeira e uma televisão. Ali ficamos uns 15 minutos, enquanto a enfermeira Margarete nos fazia perguntas sobre nossos hábitos alimentares e possíveis alergias. Ao sinal, podemos entrar na enfermaria. Mais uma vez a confusão com relação ao leito em que eu ficaria e que o Fábio ficaria. Ao passar pela porta do quarto, notei que ali era uma enfermaria pediátrica. Inclusive, com 2 berços no quarto, mais as duas camas onde eu e meu amiguinho ficaríamos. Ora, ora, ora. Como um rapaz de 26 anos vai ficar em uma enfermaria pediátrica? E se tivesse uma criança internada ali? Ta errado! Se tem enfermaria, ótimo! Se não tem, espera vagar para poder internar. Esse jeitinho brasileiro as vezes me irrita! Mas enfim, o que não tem remédio, remediado está! Não é isso que dizem os mais velhos? Fiquei deitado tranquilamente no meu leito, surpreendentemente até tinha uma televisão, o que permitiu que as horas passassem mais rapidamente. Durante minhas 20 horas internado, umas 4 ou 5 vezes, alguém da enfermagem veio ao quarto. Pior do que a ausência foi à falta de controle dos enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem. Sempre que davam o ar da graça na enfermaria, eles perguntavam se um procedimento anterior foi realizado. Ou seja, se o paciente for um doente mental, ou se tiver algum tipo de esquecimento, remédios podem ser administrados duplicadamente e outros erros médicos graves. Ao chegar a noite, me alimentei e até que a comida estava saborosa. Um pouco sem sal, mas deu para o gasto. Fomos informados que após as 22hs, não poderíamos mais comer nada, nem beber água. Tudo bem. Aceitei a ordem médica. O que não aceito de jeito nenhum é o deboche e a falta de educação por parte da equipe de enfermagem, que ficava gargalhando e tirando sarro dos pacientes que estavam em jejum e obviamente com fome. Ao ser perguntado, na manhã de quinta-feira, sob risos de deboche, se estava preparado para passar fome, tive vontade de dizer que não! Pois, graças a Deus, sempre tive comida em casa. Mas, me mantive calado, única e exclusivamente, por receio de ficar a mercê desse tipo de profissional no pós-operatório. Um profissional que vai visitar o paciente na enfermaria com o jaleco aberto, sujo, encardido, com o cabelo despenteado e chinelo de dedo sendo arrastado no chão, tal como uma alma perdida no hospital. Após passar por tamanho descaso dos profissionais e péssimas condições do hospital universitário, fui surpreendido pela notícia do meu médico que não haveria cirurgia. Todas as cirurgias daquele dia haviam sido canceladas. O pior ainda estava por vir! O motivo do cancelamento. As cirurgias, de um dos maiores hospitais e o maior hospital universitário do Rio de Janeiro, foram suspensas devido a falta de ar-condicionado. Na realidade, a falta de uma correia de ar-condicionado. No papel, faltam 12 reais para comprar uma correia para instalar no equipamento necessário para fazer uma cirurgia que pode salvar uma vida! Perguntas ficam no ar: como deixam 7 salas de cirurgia chegarem ao limite de não terem ar-condicionado? Como pode uma profissional ser tão mal-educada e estar tão mal apresentável no seu próprio ambiente de trabalho? Não existe ninguém para supervisionar essa profissional? Não existe ninguém para verificar a ordem dos procedimentos feitos nos doentes, sem a necessidade de ficar perguntando ao paciente? O hospital que recebe milhões de reais do governo federal não tem 12 reais para comprar uma correia para ar-condicionado? Enfim, sei que, infelizmente, isso acontece sempre, na maioria dos hospitais da rede pública de saúde do Rio de Janeiro. Mas, nunca! Nunca mesmo, podemos deixar de nos indignar e repudiar esse tipo de tratamento e condição da saúde pública. Esse tipo de relato nunca poderá ser tratado como rotina de um hospital! Os falsos cegos que não enxergaram ainda o estado de coma em que se encontra a saúde pública brasileira precisam ver como ficam os pacientes. Me perturba pensar que pessoas em estado infinitamente mais graves estão sob os cuidados de profissionais tão mal preparados, de condições tão precárias. Que Deus nos proteja!

Caos no Transporte


O Rio de Janeiro e o carioca sempre se orgulharam e tiraram sarro dos paulistas pelos enormes engarrafamentos na Terra da Garoa. Mas, ao que parece, o caos no transporte na Cidade Maravilhosa também está próximo. Muito próximo! Nestas duas últimas semanas, os veículos de comunicação tem dado grande destaque a esse neo-problema dos cariocas. Há duas semanas atrás, numa quarta-feira, ocorreu um quebra-quebra na estação da Praça XV das Barcas. Por relatos de passageiros, aparentemente, a Barcas S.A coloca uma pequena quantidade de embarcações, ocasionando principalmente, nos horários de pico uma grande espera, tornando o translado Rio-Niterói ainda mais cansativo e demorado. Esta semana, numa terça-feira, apenas seis dias após o ocorrido nas barcas, o cinegrafista da TV Globo flagrou um ato de desrespeito, pra ficar no mínimo, praticado pelos agentes de segurança da SuperVia, empresa que administra os trens do Rio de Janeiro. Pela TV, ao vivo, cariocas, da Zona Sul à Zona Norte, passando pela Barra da Tijuca e Baixada Fluminense assistiram alarmados os agentes da empresa darem chutes, socos e até chicotadas nos passageiros para a porta poder ser fechada. Meu Deus do Céu! A SuperVia afirmou que os quatro agentes flagrados foram demitidos. Não basta! Demitido deve ser quem treina esses brutamontes! Os agressores deveriam ser presos!
É um absurdo a SuperVia não ter mecanismos eletrônicos capazes de só permitir a saídas dos vagões com a porta fechada! É um absurdo a SuperVia não ter câmeras por todas as plataformas para fiscalizar se esse gesto dos agentes foi excessão ou rotina. É um absurdo a SuperVia ter tão poucos vagões que obrigam os passageiros a ir diariamente há muitos anos igual sardinha nos trens.
O Secretário Estadual de Transportes, Júlio Lopes, se mostrou indignado! O governador, Sérgio Cabral Filho, mostrou-se mais uma vez surpreso com tamanho descaso com a população, assim como no ocorrido das Barcas. Agora eu pergunto: E agora? Vai ficar só na base da indignação e da revolta? Sim, porque no caso das barcas, o presidente da Barcas S.A. falou que só terá mais embarcações daqui a dois anos. E no caso dos trens? A população, principalmente da Zona Norte e baixada Fluminense terá que aguentar mais quanto tempo esse absurdo?
Enquanto o governo não tomar medidas drásticas de investimento sobre esses transportes rápidos, teremos cada vez mais ônibus, vans legais e ilegais, ônibus de condomínios, ônibus de aeroportos e rodoviárias e nisso o trânsito ficando cada vez mais caótico!
Soluções Já! Antes que seja comum 100, 150, 200km de engarrafamento como é em São Paulo.