sábado, 25 de abril de 2009

Folha de SP e Dilma


Há alguns meses atrás, o jornal Folha de São Paulo disse que a ditadura no Brasil não foi tão dura quanto as repressões dos outros países latino-americanos, sendo assim, classificada com "ditabranda". Sabe-se de muitos anos que os diretores do jornal Folha de São Paulo sempre foram à favor da ditadura brasileira, inclusive, usando seus carros de reportagem como transporte de militares e presos políticos e de sua redação como base operacional dos milicos. Muito foi falado sobre o caso, porém, apenas para quem buscava informações. A grande massa nunca ficou sabendo de mais um deslize da Folha, deixando claro sua posição a favor da ditadura.
Tempos depois, mais uma guerra ideológica envolvendo a Folha de São Paulo. Desta vez, o embate foi contra a Rede Record de Televisão. Uma grande discussão envolvendo política, religião e ideologias jornalísticas foi travada via imprensa e muitos processos de ambas as partes ainda correm nos tribunais.
Agora, a mais nova mancada da Folha de São Paulo foi fraudar e editar maliciosamente uma ficha criminal da Ministra Dilma Rousseff do DOPS e relacionar equivocadamente a Ministra Dilma ao sequestro, que não aconteceu, do então ministro da fazenda da ditadura Delfim Neto, em 1969. Através de um email recebido pela Folha com a ficha do DOPS de Dilma, a Folha de São Paulo afirmou ter encontrado esta ficha nos Arquivos Públicos de São Paulo, o que não aconteceu, justamente, porque a ministra pediu seus dados ao Arquivo Público e não encontrou nada referente a isso. Adicionado a esse erro grave, a Folha de São Paulo editou uma entrevista dada pela ministra à Folha, relatando sua participação nos movimentos revolucionários contra a ditadura e ainda alterou uma entrevista de Antonio Roberto Espinosa, ex-dirigente do VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) e VAR - Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares), porém nesta entrevista Espinosa nunca disse que a ministra havia participado de ações armadas, sendo aí mais um equívoco maldoso da Folha de São Paulo. O próprio Espinosa desmentiu e repudiou a edição da entrevista concedida a Folha de São Paulo.
A ministra encaminhou uma carta formal ao ombudsman da Folha repreendendo e repudiando claramente tal artimanha jornalística-politica da Folha (que é claramente favorável a candidatura do governador José Serra para 2010). Infelizmente estes fatos tenebrosos da Folha de São Paulo não são noticiados e informados a população da grande mídia.

Gripe suína


A mais nova preocupação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é a "gripe suína" que já matou 16 pessoas no México, há ainda 50 mortes não confirmadas, mas com suspeitas de terem sido ocasionadas pelo vírus e 8 pessoas infectadas nos Estados Unidos. Frequente e poucas vezes fatal, embora com altos níveis de transmissão, a gripe suína é uma doença respiratória dos porcos. Normalmente, não é contagiosa para humanos, embora em casos de pessoas com contato muito próximo com porcos seja possível a transmissão dos vírus da gripe suína (que, tal como outros vírus gripais, está em constante mutação). Este novo vírus é de uma estirpe nunca vista anteriormente, do vírus da gripe H1N1. Tem DNA de aves, suínos e humanos. Com sintomas semelhantes aos da gripe humana normal como dores musculares, febre, tosse, cansaço, embora esta estirpe provoque mais frequentemente náuseas, vómitos e diarreia. A gripe suína, mesmo nos casos raros em que é transmitida a humanos, raramente consegue passar de um humano para outro. Mas esta nova estirpe parece ser facilmente transmitida entre humanos, aparentemente do mesmo modo que a gripe: por partículas da saliva de uma pessoa infectada, sobretudo através da respiração e da fala (daí a recomendação de usar máscaras). Além disso, é um vírus que está afetando pessoas jovens e de boa saúde (normalmente a gripe atinge mais crianças e idosos ou pessoas fragilizadas) e ainda por causa da sua distribuição geográfica – casos em várias províncias mexicanas e na Califórnia e no Texas –, o que mostra que não está num lugar restrito. Sem vacina produzida ainda, este vírus é sensível a dois medicamentos, o Tamiflu e o Relenza, que devem ser, no entanto, tomados nos primeiros dias de sintomas para serem mais eficazes.

Ministra Dilma com Câncer



Hoje, em entrevista coletiva com seus médicos do Hospital Sírio Libânes, em São Paulo, a ministra Dilma Rousseff anunciou que fará tratamento quimioterápico contra um linfoma ou câncer linfático.
O Linfoma ou câncer linfático é o tumor dos sistemas linfático e reticuloendotelial. O sistema linfático é constituído por gânglios e vasos linfáticos. A função dos gânglios é filtrar o sangue tornando-o "limpo". Muito importante, portanto, em todo o complexo imunológico do ser humano. Dilma Rousseff será submetida a sessões de quimioteria nos próximos quatro meses, com sessões a cada 3 semanas e com efeitos colaterais mínimos, segundo a equipe médica do Hospital Sírio-Libanês. A ministra e os médicos afirmaram que não será necessário que ela se ausente das suas atividades normais e de trabalho. A entrevista coletiva ainda serviu para a ministra alertar a população sobre a necessidade de se fazer exames preventivos regularmente, pois foi graças a esses exames que ela conseguiu detectar com bastante antecedência o linfoma e assim tornar as chances reais de cura altíssimas, segundo os médicos.
Esperamos que a ministra Dilma Rousseff se recupere prontamente e que a política seja deixada de lado neste momento, ou seja, que os seus adversários políticos, principalmente para 2010, não use esse problema de saúde da ministra em campanha contra ela.
Boa sorte, ministra!

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Amigos, estes dados de gastos do Congresso Nacional são extraídos do blog do jornalista Sidney Rezende. Pasmem:
  • R$ 753 milhões com salários;
  • R$ 600 mil com material de cama, mesa e banho;
  • R$ 304 milhões em pensões;
  • R$ 90 milhões com serviços médicos, odontológicos e laboratoriais;
  • R$ 83,7 milhões com passagens aéreas;
  • R$ 16,7 - 20 milhões de manutenção de imóveis funcionais;
  • R$ 15,9 milhões com luzes acesas;
  • R$ 4,1 / 5,2 / 1,3 milhões com computadores, cópias Xerox e combustíveis, respectivamente;

Isto tudo dá uma importância de R$ 5.638.340.141.97 em 2008. Eles não se importam com nada, mas nós não vamos desistir! Reforma política e administrativa já!

Pizza "aérea" no forno

O escândalo da farra das passagens aéreas parece que vai ficar apenas como mais uma denúncia sem uma definição concreta. Se logo após as denúncias tomarem todo o cenário midiático, inclusive com grandes caciques da política sendo obrigados a reconhecerem que usaram indevidamente a sua cota de passagens, dando bilhetes para terceiros, agora, após muitas críticas do chamado "baixo clero" ou "baixo escalão" do Congresso, principalmente da Câmara dos Deputados, a mesa diretora da Câmara já está pensando na possibilidade de refazer e colocar para votação (secreta) as novas regras para uso da cota das passagens aéreas.
O que eu não entendo, são os argumentos dos críticos. Deputados alegam que o uso das passagens aéreas são para suas esposas irem até Brasília ou os Deputados irem até suas casas. Um deputado de Pernanbuco chegou a dizer que daqui a pouco vai ser necessário ser solteiro para ser deputado federal. Esse deputado é um brincalhão! Um fanfarrão! Quer dizer que para fazer o papel de bom marido, é necessário levar esposa, filhos, sogras, celebridades para todos os Estados do Brasil e para o exterior?? O nobre deputado não deve ter entendido que sempre, sempre(!) a cota das passagens era para o deputado ir ao seu Estado de origem, ou seja, sua base eleitoral. E para consumar seu papel de bom marido, a população deve pagar para isso?? A população deve pagar além da passagem de avião, também habitação, alimentação e transporte do nobre deputado?
Pior que este deputado-bom marido, é o deputado que disse a seguinte pérola: "A culpa é de vocês (mesa diretora)! Devem definir o valor das cotas aéreas! Eu faço o que bem entender com a MINHA cota! Dou para quem bem quiser!". Não, nobre representante! Não mesmo! As leis e regras devem ser seguidas por toda a população e o senhor não está imune a isso! Se informaram ao senhor que a cota é sua, o senhor está enganado! A cota é do seu mandato e não pode fazer o que bem entender! O senhor só pode usá-lo no exercício do seu mandato! Não pode dar, nem alugar, nem vender para ninguém! Mais respeito com a população que o senhor queira ou não, paga o seu riquíssimo salário!

Barbosa x Mendes


O que foi aquilo entre as "vossas excelências" Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes? Uma discussão que mostra a fragilidade do Supremo Tribunal Federal. Fragilidade, justamente, por ter na presidência uma pessoa que não tem o menor respeito nem mesmo e, principalmente, dos próprios colegas.

Barbosa falou com tamanha autoridade, de quem fazia aquilo que boa parte da população brasileira gostaria de fazer. Expressões como "saia, vossa excelência! Vá as ruas!", seguidas de "o senhor não está nas ruas, está na mídia!", e ainda "o senhor joga o sistema judiciário na lama!" mostram o tamanho do descontentamento com Gilmar Mendes. A imagem do presidente do STF está tão desgastada, pra falar o mínimo, que a discussão praticamente com a frase de Joaquim Barbosa: "o senhor não está falando com seus capangas de Mato Grasso". Apenas um "me respeite". Foi o máximo que o presidente Gilmar Mendes pôde falar para se defender.

Apesar das tentativas esfarrapadas dos maiores representantes dos outros poderes, Michel Temer (Legislativo) e Presidente Lula (Executivo), de colocarem panos quentes, dizendo que isso é normal e fortalece a democracia, esta discussão mostrou a fragilidade da figura do presidente do STF, Gilmar Mendes.

Em briga de cachorro grande, eu não me meto...


quinta-feira, 23 de abril de 2009

Saúde Pública = Caso de Polícia

O blog " A Folha Carioca" tem o intuito e a missão de procurar sempre expor e comentar os eventos e notícias mais importantes e relevantes para as sociedades do Rio de Janeiro, do Brasil e do Mundo. Assim, através de um email que recebi, acredito estar fazendo um bem à sociedade, repassando este email que recebi para o blog com o intuito de alertar para o descaso com que a saúde no Brasil é tratada. Há algumas postagens atrás, descrevi o descaso com que eu mesmo passei em um hospital público. Desta vez, a falta de humanidade e preparo é na rede particular, em um dos hospitais de maior nome e prestígio do Rio de janeiro. Abaixo, segue a carta de uma mãe que perdera um filho devido ao mau cuidado da equipe de plantão do hospital à ouvidoria da rede:

"À Ouvidoria do Hospital Barra D'or


A/C - Sr. CAIO MENDONÇA
Assunto:      Referente ao paciente CARLOS ANDRÉ MENDES DE MELO MOURA
                  Data de nascimento: 09/03/76
                  Data de entrada: 15/01/09
                  Data de saída,  MORTO : 25/01/2009
MAIS DO QUE UM GRITO DE ALERTA,
ESTE É UM GRITO DE DOR.
               Há exatamente dois meses, perdi meu filho Carlos André
vitimado por uma infecção intestinal, sim, mas também morto pela
negligência e descaso de alguns médicos e membros da equipe de
enfermagem desse hospital.
Ainda não refeita da dor pela perda irreparável do um
filho, venho por meio dessa carta denunciar o descaso com que vidas e
mais vidas estão sendo perdidas nessa unidade que, há bom pouco tempo,
era um centro de referência médica na Barra da Tijuca.
               Refiro a vidas e mais vidas perdidas, porque resido na
Barra da tijuca e no meio social em que vivo, ao relatar o caso do meu
filho Carlos André, estarrecida, constato que muitas pessoas tiveram em
suas próprias famílias ou conhecidos, casos de falecimentos ocasionados
pelo mal, negligente e irresponsável atendimento  prestado por essa
unidade de saúde.
Resumo dos Fatos:
- Entrada no Hospital Barra dia 15.01.09, por volta das 19hs
- Feita a triagem, meu filho foi posto no soro, recebeu remédio para
dor, pois estava com constipação intestinal e fortíssimas dores
abdominais.
- Colheram o sangue e urina para exames
- Decorrida mais ou menos 1h, tornaram a recolher sangue novamente,
porque a primeira coleta havia sido extraviada.
- Somente 3hs depois da nossa chegada, após eu haver feito várias
reclamações na recepção é que encaminharam Carlos André para realizar
uma tomografia abdominal. A assistência social declarou que o hospital
só tinha dois tomógrafos e que os pacientes mais graves tinham
prioridade. E o meu filho, não era grave?  Ele precisava desmaiar de dor
para ser atendido?  Exijo explicações.
- Feita a tomografia, quando o Sr. Paulo José, digo isso porque essa
pessoa não se qualifica para usar o título de Doutor, informou a mim e
ao meu irmão, que também é médico, que Carlos André apresentava líquido
no abdômen, sem visualizar nenhum tumor, declarou: "Não estou muito
eufórico para abrir a barriga dele não"
- A seguir meu filho foi encaminhado para um leito da emergência, onde
ficou com soro, sentindo muita dor. Com o passar das horas, seu abdômen
foi distendendo mais e mais.
- Perto da meia noite, chamei o Sr. Paulo José para vê-lo e este Senhor,
displicentemente, apalpou a barriga do meu filho e disse que iria pedir
mais remédio para dor, que demorou demais para vir.
- Antes das 2hs da madrugada, subi para assinar os papéis da internação
(Bradesco Saúde).
- Quando desci ao encontro do meu filho, que se contorcia de dor,
observei que a pressão dele estava 7:55 - 5:50. Chamei novamente o Sr.
Paulo José.  Os médicos que estavam com ele (um calvo também chamado
Paulo e um outro, que eu não sei o nome), riam ,caçoando dele,
considerando que eu estava atenta o tempo todo e exigia atenção ao
estado do meu ilho, que estava se agravando.
- É importante frisar que quem deveria também estar atenta, vigilante ao
meu filho - único paciente na emergência àquela hora - era a Dra. Carol,
que também não estava se sentindo bem (?).
- A seguir, meu filho teve ânsias de vômito. Chamei o técnico de
enfermagem Thiago, que estava há 45min falando ao telefone fixo no
balcão da sala de vidro,ao lado da sala de vidro, onde estavam os 4
"médicos."
- Não deu tempo do auxiliar de enfermagem desligar o telefone e atender
meu filho que vomitou em si próprio, na cama e no chão.
- O cheiro do vômito era insuportável. Já era MATÉRIA FECAL e eu não
sabia. O próprio Auxiliar de Enfermagem disse para mim - "Não tem cheiro
de vômito".
- Pedi para o auxiliar chamar um dos QUATRO "médicos" que estavam de
plantão naquela madrugada (16.01.09). O auxiliar não chamou.
-Colheu mais um pouco de vômito, que meu filho continuava a expelir, em
uma vasilha de inox, que eu pensei que seria mostrada aos "médicos", e
despejou no vaso sanitário, dando descarga.
- Diante daquele absurdo e da inércia daqueles 4 "médicos" (Dra. Carol
continuava se sentindo mal) eu desabafei com o técnico de enfermagem que
"apareceu".  Desabafei dizendo que era impossível tudo aquilo estar
acontecendo a menos de 2m da sala de vidro e nenhum dos médicos se
dignar a socorrer o meu filho.
   ESTE FOI O PRIMEIRO EPISÓDIO DE VÔMITO FECAL. Antes, o abdômen
estava superdistendido e NINGUÉM  determinou que fosse passada a
SONDANASOGÁSTRICA.
Começava a viagem do meu filho para a morte.
-Fomos para o CTI 1 (por volta das 2hs da madrugada), recebidos pelo Dr.
Leonardo Diamante que continuou fazendo a coleta de sangue.
- Decorrido algum tempo, 02 enfermeiras tentaram passar a sonda
nasogástrica e não conseguiram. O médico deveria ter sido avisado  -
NÃO FOI.
- Perto de 8hs, calculo eu, na troca do plantão da enfermagem, o
enfermeiro ou o auxiliar de enfermagem Anderson conseguiu passar a
sonda, que a esta altura, provocou um vômito mais fétido do que o
primeiro ocorrido na emergência.
- Neste instante, apareceu certa Dra. Alessandra, que falou em "traqueo"
e finalmente determinou que meu filho fosse "entubado", pois já estava
com a "respiração descompassada".
__ESTE FOI O SEGUNDO EPISÓDIO DE VÔMITO FECAL
- Pediram para eu me retirar, me retirei. Antes de sair, disse ao meu
filho: - "Fique firme, a mãe está ali fora", apertei bem a sua mão e
saí.
- Carlos André bronco aspirou matéria fecal.
- Foi entubado.
-Horas depois, Dr. Marcelo comunicou a mim e a minha filha que o Carlos
André estava muito mal, que morreria se não fosse operado mas que também
corria risco de morrer durante a cirurgia.
- Ao final da tarde foi operado pela equipe do Dr. Flávio Malcher, já em
choque séptico.
- O Dr. Flávio Malcher colocou a mim e à minha família a par da
SERIEDADE do estado do meu filho, mencionando os dois episódios de
vômito fecal. Eu o interrompi e declarei que o primeiro "episódio" de
VÔMITO FECAL foi na emergência e não fizeram NADA.
- Relembrei ao chefe da equipe de cirurgia, da qual o Sr. Paulo José faz
parte, que esse senhor havia dito horas antes, repito, que não estava "
EUFÓRICO" para abrir a barriga do meu filho.
E agora, faria parte da equipe quando não foi capaz de tomar as medidas
urgentes e necessárias no leito de emergência?
- Verifiquem o plantão e as entradas e saídas dos leitos da emergência.
CARLOS ANDRÉ era o único paciente por volta daquela hora crucial e
nenhum "DOUTOR" fez NADA.   Só conversavam animadamente !
- Com a cirurgia realizada em condições seríssimas, continuava a ser
traçado o fim da vida do meu amado filho.
- Permaneci diariamente com o meu filho, acompanhando no CTI sua "Via
Crucis", durante dez dias. Depois, desespero e fim.
Tudo isso dito, resta evidenciar:
- Meu respeito e gratidão aos médicos Leonardo Diamante, Marcelo e
Gustavo e às operadoras das máquinas de hemodiálise (sempre atentas)-
- Repudio a atuação da equipe de enfermagem que tagarelava ao verificar
os aparelhos ligados ao meu filho;
  Não efetuava a troca do curativo, no tempo das 12hs do
plantão,deixando cada qual a tarefa para o plantão seguinte;
  Não observavam quando o sangue parava de correr;
  Não agilizavam a chegada do gelo que deveria vir da copa (?) e
enquato isso meu filho ardia em febre;
Não posicionavam a sonda gástrica corretamente( pós cirurgia)
permitndi assim, que um líquido verde escorresse pelo canto da boca do
meu filho
  , sujando e contaminando a gaze da traqueostomia;
  Diante de tudo isso eu solicitava providências que só vinham a ser
tomadas nos plantões seguintes, portanto tardias e inoperantes.
-  No dia 24/01 saí do hospital completamente arrasada porque vi meu
filho inteiramente indefeso diante de tanto descaso.
   Enfim, no dia 25 de Janeiro, Domingo, meu filho partiu e eu fiquei
envolta em dor.
   E é esse grito de dor que hoje , dois meses depois, eu quero fazer
ecoar bem alto para que os responsáveis por sua morte sejam localizados
   e efetivamente punidos.
- Chega de omissões.
- Chega de equipes jovens demais.
- Chega de equipes sobrecarregadas ( enfermagem) com plantões subumanos,
cumulados com o de outros hospitais.
Solicito os exames de tomografia, histopatológico do material retirado
do abdômen e cópia dos prontuários.
 Eu não perdi uma ilusão mental, nem tive fracasso em um negócio.
Eu perdi um filho, vítima da incompetência e da desumanidade de alguns
profissionais que deveriam honrar a profissão que escolheram.
Peço e aguardo as providências cabíveis.
Eunice Mendes de Melo Moura
Rio de Janeiro, 25 de março de 2009"